Lindo Salvador, Aldeia da tradição, Lindo Salvador, Terra do meu coração...
Sábado, 22 de Abril de 2006
Futsal - Campeão
Futsal enche pavilhão de Penamacor

Salvador ganha 24 horas
 
Com apenas dois jogadores federados, a representação de Salvador impôs-se na maratona de futsal. Um evento que, decididamente, caiu no goto dos penamacorenses.
 
A equipa da freguesia de Salvador venceu o Torneio 24 horas de Futsal, organizado pela Associação Desportiva Penamacorense. O Salvador derrotou a equipa da freguesia de Aldeia do Bispo por 3-1, conquistando assim pela segunda vez o troféu de vencedor neste torneio. Nos últimos quatro anos o Salvador não só conseguiu vencer por duas vezes o torneio, como detém ainda um segundo e terceiro lugar. Os golos desta equipa na final foram marcados por Sérgio Brás, Célio Gabriel e João Carreto. As meias-finais do torneio foram decididas através de penaltis, depois de os encontros terem terminado a zero. O Salvador eliminou a Adep por 3-1, enquanto a Aldeia do Bispo eliminou a Casa do Benfica de Penamacor por 5- 4. No jogo para o apuramento do terceiro e quarto lugar, a Adep venceu a Casa do Benfica de Penamacor por 2-0. A grande maioria das equipas que participam neste torneio encontra-se para jogar apenas nesta altura do ano, como acontece com o Salvador e a Aldeia do Bispo, as equipas finalistas. No caso do Salvador, a equipa que venceu o torneio tinha apenas dois atletas federados. Mais uma vez confirmou-se a adesão do público ao torneio, que contou com casa cheia, mesmo durante a madrugada. Esta adesão também é confirmada com outros resultados. O bar de serviço vendeu cerca de 1200 bifanas e ainda 1500 litros de cerveja.
Fonte: Jornal Reconquista


publicado por salvador4ever às 01:09
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Terça-feira, 4 de Abril de 2006
Euro Milhões

Casal da região recebe aposta vencedora

 

                                        Beirões dão sorte ao milhões

 

 

O boletim com a combinação vencedora do primeiro prémio do Euromilhões, ganho por um português, foi registado numa papelaria de Odivelas cujos proprietários têm familiares na freguesia de Salvador, no concelho de Penamacor.
 

 

O agente dos Jogos da Santa Casa de Lisboa onde foi registada a aposta que deu o primeiro prémio do Euromilhões da última sexta-feira a um português, está ligado ao concelho de Penamacor. A aposta que valeu 61,1 milhões de euros foi registada na Papelaria Kaala, no Centro Comercial Horizonte em Odivelas, cujos proprietários têm familiares na freguesia de Salvador, onde também são agentes de jogos. A semana agitada de Isabel Justino, a gerente da papelaria, começou logo no sábado de manhã, quando recebeu um telefonema da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa a comunicar que tinha sido o seu estabelecimento a registar o boletim premiado. A notícia foi recebida “com muita emoção” disse a própria ao “Reconquista”. As horas e os dias que se seguiram foram agitados quanto baste, com a papelaria a ser invadida por muitas pessoas que foram sabendo da notícia umas pelas outras. Depois vieram os jornalistas, fotógrafos e operadores de imagem das televisões que aumentaram a curiosidade à volta da papelaria, mas esta atitude terá assustado o novo “excêntrico” de se dirigir à mesma para reclamar o prémio, o que ainda não tinha acontecido até ao início desta semana. Isabel Justino tenta explicar a situação dizendo que “eu acho que ele está à espera que isto acalme um bocadinho”. O primeiro prémio do Euromilhões era de 183 milhões de euros mas ao apostador português, que apostou apenas 2 euros, calharam “apenas” 61 milhões, já que dois apostadores franceses conseguiram a mesma combinação vencedora ao acertarem em cinco números e duas estrelas. A agência que o casal Isabel e João Justino exploram em Odivelas já tinha “dado” 50 mil euros na Lotaria Instantânea e um primeiro prémio na Lotaria tradicional. A sociedade explora ainda a agência dos Jogos Santa Casa em Salvador, situada no Café Justino que está ao cuidado do sogro de Isabel Justino. Neste estabelecimento já saiu um primeiro prémio do Totoloto.

Isabel e João Justino conheceram-se há cerca de vinte anos na Aldeia do Bispo, outra freguesia do concelho de Penamacor. Ao contrário do marido, Isabel Justino não nasceu no concelho mas tem família naquela freguesia, razão pela qual passava férias na freguesia. Embora residam na zona da Grande Lisboa, Isabel Justino diz que “todos os anos vamos ao Salvador”, nomeadamente à festa de Santa Sofia, onde também dão uma ajuda no café. Já no sorteio de 20 de Janeiro, uma aposta registada num café em Aldeia do Bispo tinha proporcionado um segundo prémio do Euromilhões no valor de 373 mil euros, que foi dividido por sete pessoas.

Retirado do jornal Reconquista n.º 3126 de 10/02/2006

 

 


sinto-me: Sortudo

publicado por salvador4ever às 23:14
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Sábado, 1 de Abril de 2006
Adufe

Na freguesia do Salvador

A artesã que dá corpo ao adufe

 

 

Lídia Vinagre vai para quatro anos que seguiu o mesmo trabalho dos pais: fazer adufes. Hoje é a única artesã no concelho de Penamacor a 'construir' este instrumento musical, característico da raia. Das suas mãos e dos seus progenitores saem os últimos adufes feitos em terras de Penamacor.
 

 

Aos 36 anos, Lídia Vinagre é a última das artesãs no concelho de Penamacor a fazer adufes, apesar de revelar que não sabe tocar o instrumento musical mais característico da raia. A artesã, de regresso à freguesia do Salvador, onde residem os pais, depois de ter vivido em Idanha-a-Nova, optou por não deixar morrer a tradição e seguir o trabalho iniciado pelos pais, depois destes terem sido subsidiados por um programa comunitário da Adraces. Lídia Vinagre formou a sua micro-empresa que, para além de fabricar o adufe, também o comercializa. Até o adufe começar a rufar há todo um percurso que Lídia Vinagre conhece como ninguém. Em Espanha procura a matéria-prima, peles que, diz, serem de melhor qualidade para serem limpas, através da utilização de químicos, para tirar o pêlo. É essencial a passagem por várias águas, depois da lavagem das peles, para retirar todo o químico utilizado no início do longo percurso do adufe, a que se segue a estrutura em madeira. “A armação em madeira, que inicialmente era feita em madeira de pau de laranjeira, é hoje trocada por madeira de pinho ou eucalipto”, refere, porque aquela já não existe em quantidade para assegurar o trabalho. Depois de molhada a pele é, então, esticada na armação, utilizando Lídia Vinagre os agrafos em vez de fio, dizendo que a pele depois de seca tende a encolher o que leva muitas vezes a rebentar o fio. Daí que a artesã prefira agrafar a pele do adufe. Apesar de utilizar esta técnica diz que sempre que é feita uma encomenda, se o cliente prefere que o adufe seja cozido, então recorre à técnica mais artesanal. A secagem da pele torna-se essencial a uma temperatura a rondar os 25 graus porque a humidade faz com que a pele fique mole e por tal, não emite som. A última parte do percurso do fabrico de um adufe é de cariz mais artística, onde são utilizadas fitas e os ornamentos que dão beleza e cor ao instrumento musical.

É das mãos de Lídia Vinagre que saem os adufes que hoje estão espalhados pela região e pelo país. Na freguesia de Salvador tem um posto de venda ao público mas o negócio dos adufes, na conjuntura actual do país também está a sofrer uma quebra de vendas. “Apesar da crise, vendemos para a Serra da Estrela, Sortelha e Monsanto” diz a artesã que dá corpo ao adufe que não tem tido muita compra por parte dos turistas, dado que a freguesia onde os produz não faz parte do percurso turístico da região, o que leva a que a aldeia não seja um local de eleição turística. Lídia Vinagre poderá ser a última das artesãs, em conjunto com os pais, a fazer adufes na freguesia, porque na aldeia não há quem queira aprender a arte e dar continuidade ao fabrico, para que o rufar continue a soar pelas mãos das adufeiras.

Hoje a artesã tem presença assídua em feiras para mostrar ao vivo o que os nossos antepassados nos legaram. A adufeira do Salvador tem participado em alguns certames, dando a conhecer o instrumento que para se fazer ouvir tem que levar no seu interior pequenas pedras e caricas, dando assim o som característico do adufe. Nas armas do adufe, o pau de laranjeira é agora trocado por eucalipto, são os sinais da modernidade a alterar a tradição do fabrico, mesmo assim o adufe continua a ser tocado com mestria pelas mãos das adufeiras. No Salvador, Lídia Vinagre poderá ser o último dos redutos do concelho de Penamacor a deixar para a próxima geração os últimos adufes feitos na região.

 

 
Retirado do jornal "Reconquista" edição n.º 3066 de 17/12/2004

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publicado por salvador4ever às 23:40
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